Deputada Clarissa Tércio, requer afastamento remunerado de profissionais da saúde que compõem grupo de risco para COVID-19

A deputada Clarissa Tércio (PSC), entrou com requerimento junto ao governo estadual, no sentido de garantir que os enfermeiros e técnicos de enfermagem que compõe o grupo de risco para o COVID-19, sejam dispensados de seus trabalhos, sem prejuízo nos seus salários e proventos. A classe médica já está sendo beneficiada, de acordo com o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (SIMEPE).

Devem ser atendidos por essa determinação também, os profissionais portadores de cardiopatias graves ou descompensadas (insuficiência cardíaca, infartados, revascularizados, portadores de arritmias); Pneumopatas graves ou descompensadas (dependentes de oxigênio, portadores de asma moderada/grave, DPOC); Imunodeprimidos; Diabéticos conforme juízo clínico além de Gestantes de alto risco e demais portadores de comorbidades.

“Devido à facilidade de contágio, as pessoas a partir dos 60 anos de idade e que possuem comorbidades, estão mais suscetíveis, ainda mais àquelas que estão expostas, diariamente, nas emergências e no trabalho dentro do próprio hospital, ou seja, em contato direto com as pessoas infectadas, mesmo que não esteja nas emergências, estão no mesmo hospital e devido ao grande fluxo torna-se praticamente impossível o não contágio”, afirma a parlamentar.

Para suprir a demanda desses profissionais que necessitam de afastamento, a deputada sugere que o estado invista em contratações temporárias através de seleções simplificadas, haja vista que o número de enfermeiros e técnicos de enfermagem disponíveis no estado é alto por conta do término dos referidos cursos nas instituições de formação.

Clarissa Tércio afirma ainda que vem recebendo diversas denúncias da classe, informando que médicos, enfermeiros, técnico em enfermagem e auxiliares, não passaram por um curso específico e muitos não sabem sequer fazer o devido descarte do EPI e outros matéria hospitalares, vindo a se contaminar exatamente nesse momento. Os profissionais denunciam também a falta desses EPI’s nas unidades de saúde do estado.